Intermediando seu Conhecimento | Edição 19 – Quebra de fita dupla no DNA do espermatozoide

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Na edição de hoje vamos falar sobre quebra de fita dupla no DNA do espermatozoide.

A fragmentação do DNA espermático é um tema que tem crescido cada vez mais na avaliação da fertilidade masculina. Diversos estudos correlacionam esta quebra a perdas gestacionais de repetição ou falha de fertilização. O oócito tem a capacidade de reparar quebras no DNA espermático após a fertilização, porém isso vai depender de alguns fatores como a idade oocitária e a extensão do dano ao DNA. A quebra no DNA do espermatozoide pode ser de fita única e de fita dupla. Sendo a última (quebra de fita dupla), a mais grave, já que é mais difícil de ser reparada.

O teste mais utilizado atualmente na rotina das clínicas de Reprodução Humana Assistida (RHA) para avaliação da fragmentação do DNA espermático é o SCD (Sperm Chromatin Dispersion). Esta metodologia identifica tanto quebras de fita única como quebras de fita dupla, porém, uma de suas limitações é que esse teste não diferencia entre estes dois tipos.

Uma alternativa existente é a realização do ensaio Cometa em condições neutras, o que permite a identificação dessas quebras de fita dupla, porém, essa é uma metodologia de longa duração, o que muitas vezes não é compatível com a rotina de um laboratório de RHA, e possui critério subjetivos.

O artigo deste mês traz um novo método para avaliação da fragmentação do DNA do espermatozoide, o SDFR (Sperm DNA Fragmentation Releasing Assay). Neste método, ao invés de ser utilizada a agarose (utilizada no método SCD) é utilizada a poliacrilamida. A poliacrilamida possui uma estrutura molecular mais complexa que a agarose, o que permite uma maior porosidade.

Foi demostrado que, devido a isto, as quebras de fita dupla ficam “presas” a poliacrilamida, permitindo sua visualização. Além disso, este método dispensa o uso de eletroforese, o que diminui o tempo de execução do protocolo.

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O estudo em questão realizou a comparação deste novo método com o Ensaio Cometa em condições neutras e mostrou uma boa concordância entre os testes. O que mostra que esse método pode ser uma ótima forma de adicionar essa avaliação na rotina.

O kit R11 produzido pela empresa Lenshooke e em breve, comercializado pela Intermedical, utiliza a metodologia SDFR, tendo o protocolo simples e rápido. Além disso, seu protocolo é muito parecido com o método SCD (que já é muito utilizado), apresentando a vantagem de identificar quebras na fita dupla.

Esse novo método representa um avanço na avaliação da fertilidade masculina. Permitindo um diagnóstico mais preciso e melhores resultados para os pacientes.

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Até mais. 

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